Por meio da restauração do patrimônio, preservamos a memória e valorizamos a história do Seminário Diocesano São Francisco de Paula.
Ano
2019
Localização
Pelotas-RS
Serviços
Consultoria de patrimônio cultural.
Breve Histórico
O segundo Bispo da Diocese de Pelotas, Dom Joaquim Ferreira de Mello, ao chegar à cidade em 1921, deparou-se com um clero pequeno, composto em sua maioria por estrangeiros. Sem um seminário local, os jovens interessados no sacerdócio eram encaminhados ao seminário de São Leopoldo. Desde então, o grande desejo de Dom Joaquim era construir um Seminário Diocesano na cidade. Após muito esforço e mobilização, seu sonho foi realizado em 1939. A planta foi projetada e doada pelo engenheiro arquiteto suíço Fernando Rullman, e parte dela foi executada. Ela tem a forma de M, com a ala central terminando em uma forma de T. O edifício está posicionado no sentido Noroeste-Sudoeste, e sua construção segue os princípios do estilo moderno: corredores amplos, salas espaçosas, grandes janelas que proporcionam excelente ventilação e iluminação natural. A estrutura é em cimento armado. Infelizmente, um ano após a realização desse sonho por Dom Joaquim, ele faleceu vítima de câncer.
Por meio da restauração do patrimônio, preservamos a memória e valorizamos a história da Igreja do Sagrado Coração de Jesus.
Ano
2019
Localização
Pelotas-RS
Nível de Proteção
Bem tombado em nível federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e inventariado pelo município.
Serviços
Consultoria de patrimônio cultural e elaboração de plano diretor.
Breve Histórico
O Instituto Nossa Senhora da Conceição é uma instituição beneficente de assistência social que oferece um tipo de atendimento inverso ao da escola, concentrando-se no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para meninas de 6 a 12 anos.
Localizado na Rua Barão de Butuí, 352, entre as ruas Gonçalves Chaves e Santa Cruz, o instituto ocupa um imponente exemplar arquitetônico reedificado em estilo eclético. Seu projeto original remonta a 1899, quando, anteriormente, possuía um estilo colonial. O edifício ocupa toda a extensão do quarteirão e conta com uma histórica capela em seu centro.
A instituição foi fundada no ano de 1855 como Asilo de Órfãs. Diante da necessidade de um local para abrigar crianças desabrigadas, duas sociedades maçônicas da cidade uniram-se e doaram um de seus prédios para a comunidade.
A edificação do século XIX possui detalhes característicos do período. Além de apresentar detalhes arquitetônicos típicos, como notáveis escaiolas no acabamento das paredes, o prédio também preserva ladrilhos hidráulicos em vários cômodos, telhas cerâmicas originais da época, gateiras com marcação de gradis e esquadrias em madeira. O imóvel conta com bens integrados e detalhes que possibilitam traçar uma evolução da edificação ao longo do tempo, permitindo datar as diferentes intervenções sofridas.
Por meio da restauração do patrimônio, preservamos a memória e valorizamos a história da Catedral Anglicana do Redentor.
Ano
2021
Localização
Pelotas-RS
Nível de Proteção
Prédio tombado em nível federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), dentro do Conjunto Histórico de Pelotas-RS.
Serviços
Consultoria de Identificação e Conhecimento de Bem e proposta de restauração.
A consultoria traçou um plano de gestão e conservação do patrimônio histórico, artístico e cultural do templo.
Breve Histórico
A construção, erguida durante os primeiros anos do século XX, localiza-se na esquina das ruas Quinze de Novembro e General Telles. Suas paredes externas são adornadas por Heras (um tipo de planta trepadeira) que mudam de cor conforme a estação do ano.
A data de 21 de outubro de 1908 marca o lançamento da pedra fundamental e sua inauguração foi realizada em 17 de outubro de 1909. O Salão Pastoral foi inaugurado em 22 de maio de 1922, recebendo o nome de Exedra. Em 1988 a Igreja recebeu elevação da capela à Catedral Anglicana do Redentor.
Sua tipologia apresenta fachadas com volumes definidos e elementos do estilo gótico. As telhas são do tipo francesa e sustentadas por tesouras ornamentadas do tipo hammer-beam roof (telhado viga de martelo) e simples. Os forros de madeira compõem a estrutura de sustentação da cobertura na Catedral e escondem a estrutura na Exedra. As esquadrias são de liga metálica com vitrais e vidros coloridos.
Por meio da restauração do patrimônio, preservamos a memória e valorizamos a história da Antiga Fábrica Rheingantz.
Consultoria e acompanhamento de obras emergenciais realizadas pela arquiteta e urbanista Simone Neutzling, em 2020.
Ano
2020 - atual
Localização
Rio Grande-RS
Nível de proteção
Prédio tombado em nível estadual pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).
Serviços
Consultoria de identificação e conhecimento de bem, plano de gestão e acompanhamento de obras.
Atualmente, a arquiteta e urbanista Simone Neutzling realiza consultorias e o acompanhamento das obras de restauração da Antiga Fábrica Rheingantz, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
As obras, que começaram em 2020, são de grande importância para a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade. O complexo fabril, fundado em 1872, é um dos mais importantes do estado e representa um importante marco na história da indústria têxtil no Brasil.
Atuando como consultora, Simone Neutzling é responsável por orientar as equipes técnicas sobre as melhores práticas de restauração e conservação do patrimônio. Ela também acompanha o andamento das obras e garante que elas sejam realizadas conforme os critérios estabelecidos.
Breve Histórico
A fábrica, considerada uma das principais representantes do patrimônio industrial do Rio Grande do Sul, foi inaugurada em novembro de 1883 por Carlos Guilherme Rheingantz. Inicialmente conhecida como Fábrica Nacional de Tecidos e Panos de Rheingantz & Vater, era uma sociedade comanditária simples, estabelecida em parceria com o sogro, Miguel Tito de Sá, e o empresário alemão Hermann Vater. Esta foi a primeira fábrica brasileira dedicada à fiação e tecelagem de lã (PAULITSCH, 2008).
Durante seu auge de produção, a fábrica chegou a empregar até 2000 pessoas, incluindo funcionários dos setores de produção e administrativo. A mão de obra da fábrica Rheingantz era constituída por dois terços de mulheres, que trabalhavam na produção e um terço de homens, responsáveis pela manutenção (PAULITSCH, 2008).
Em 2012 a Antiga Fábrica Rheingantz e a Vila Operária, assim como o sítio ferroviário da cidade do Rio Grande, são tombados em nível estadual pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual – IPHAE RS. No mesmo ano, a Fábrica foi adquirida pela empresa Innovar Incorporações.
Por meio da restauração do patrimônio, preservamos a memória e valorizamos a história do Theatro Esperança.
Ano
2010
Localização
Jaguarão-RS
Nível de proteção
Prédio tombado em nível estadual pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).
Serviços
Consultoria técnica na execução da obra e acompanhamento da restauração do forro em estuque.
Breve Histórico
A construção em linguagem eclética do final do século XIX e com influências neoclássicas, originalmente denominada "Teatro Politema Esperança", foi inaugurada em 13 de janeiro de 1897. Foi construída sob o comando de Martinho Oliveira Braga, que também foi responsável pela construção do anexo na configuração atual. O Teatro Esperança foi palco de importantes apresentações de companhias nacionais e estrangeiras. A edificação original contava com um depósito de carbureto, combustível de iluminação e uma cocheira, situada junto aos fundos do teatro. Possuía acomodações para cerca de mil pessoas, tipo arquibancadas, com conformação típica do formato politeama.
Em 1990 foi tombado pelo IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado) e, em 1997, passou a fazer parte dos bens do município, reconhecido em nível nacional por meio do tombamento do Conjunto Histórico e Paisagístico do Município de Jaguarão como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 2010, o Teatro Esperando passou por um processo de restauração com o apoio financeiro do PAC Cidades Históricas, do Governo Federal. O investimento totalizou cerca de 6 milhões de reais e abrangeu a restauração da cobertura, do forro de estuque, do piso das galerias, além da instalação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA).
Por meio da restauração do patrimônio, preservamos a memória e valorizamos a história da Casa 06.
Ano
2010
Localização
Pelotas-RS
Nível de proteção
Prédio tombado em nível estadual pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) e em nível federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), dentro do Conjunto Histórico de Pelotas-RS.
Serviços
Consultoria técnica na execução da obra.
Breve Histórico
Em 2010, a Casa 06 passou por um longo processo de restauração, com a obra executada sob consultoria técnica da arquiteta Simone Neutzling. Atualmente o casarão 06 abriga o Museu da Cidade. Construída em 1879 pelo arquiteto italiano José Isella, a primeira residência da praça foi ocupada pelo Barão de São Luís, Sr. Leopoldo Antunes Maciel. Posteriormente, a propriedade foi transferida para uma de suas descendentes, Dona Othília Maciel, que era casada com o Sr. José Júlio Albuquerque Barros, prefeito de Pelotas entre 1938 e 1945. A partir da segunda metade do século XIX, as residências das classes mais abastadas começaram a adotar soluções construtivas distintas das utilizadas durante o período colonial. Isso incluiu a introdução de novos materiais, a reorganização da construção nos lotes, com a incorporação de recuos de jardins e laterais, a exploração formal e plástica das fachadas, e o emprego de novos métodos de cobertura, como o uso de platibandas. Essas mudanças deram origem a uma nova tipologia arquitetônica, apesar de não terem sido feitas grandes alterações nas técnicas de construção em si. O casarão 06 é exemplo típico destas transformações e é a casa central do maior conjunto arquitetônico em estilo eclético preservado na América Latina.